Economia


A economia da região assenta principalmente na produção de vinho, sendo a Região Oeste uma das maiores Regiões Vinícolas de Portugal e do Mundo. A norte produzem-se vinhos brancos, deliciosamente frutados, das castas Arinto, Fernão Pires e Vital. A sul vinhos tintos, bem encorpados, das castas Periquita, Tinta Miúda e Camarate. A região distingue-se também pela produção dos chamados “vinhos leves”, de baixo teor alcoólico, e pela aguardente vínica da Lourinhã, única no País com denominação de origem controlada.

Os vinhos do Oeste estão repartidos pelas zonas vitivinícolas de Alenquer, Arruda e Torres (que abrange os concelhos de Arruda dos Vinhos, Alenquer, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras) e de Óbidos (que abrange quase toda a área dos Concelhos Óbidos de Bombarral, Cadaval, e Caldas da Rainha).

Outro sector importante é o frutícola, existindo actualmente uma área aproximada de 7.000 ha de maçã e 7.000 de pêra, salientando-se a importância da Pêra Rocha. A pêra "Rocha", é uma variedade genuinamente portuguesa, originária da região de Sintra. Crê-se que as árvores foram pela primeira vez identificadas em 1836 na propriedade de um tal António Pedro Rocha, que deu o nome ao fruto. A pêra Rocha do Oeste é actualmente um produto DOP (Denominação de Origem Protegida).

O sector do Turismo registou nos últimos anos um forte crescimento em quase todos os concelhos da Região, quer a nível das infraestruturas, quer do emprego. De facto, é a nível turístico, especialmente o turismo ligado à saúde e bem-estar e ao desporto, que a Região Oeste apresenta maiores potencialidades de desenvolvimento, devido à sua extraordinária beleza paisagística e riqueza natural, patrimonial e cultural, aliadas ao seu posicionamento territorial, relativamente central no corredor que liga as duas maiores áreas metropolitanas do País (Lisboa e Porto) e às excelentes acessibilidades. 

O litoral da Região prolonga-se por longos quilómetros de areias finas e deslumbrantes, que convidam os amantes da praia e dos desportos náuticos, pesca e mergulho. As suas falésias são excelentes para actividades como o parapente e a asa delta. O golfe e o hipismo oferecem excelentes equipamentos.

O termalismo atrai para a Região um grande número de visitantes ao longo de todo o ano. As suas águas (bicabornatadas, mesosalinas, sódicas, cloretadas e cálcicas) são muito procuradas como terapêutica em afecções reumáticas e musculo-esqueléticas e dos aparelhos circulatório, digestivo e  respiratório e ainda doenças da pele.

Por outro lado o Oeste tem apresentado uma taxa de crescimento demográfico positiva, embora a Região se caracterize ainda, a exemplo do que acontece por todo o País,  pela falta de quadros técnicos e insuficiente qualificação da população activa, cuja taxa média de escolaridade é bastante baixa.

Se se investir mais na formação, na adequadação da oferta à procura, e no esforço de divulgação a nível nacional e internacional,  a Região de Turismo do Oeste tornar-se-á um dos destinos de eleição.