Na Região de Turismo do Oeste encontram-se variados testemunhos que atestam a presença humana desde tempos remotos e a passagem de vagas sucessivas de povos como os Iberos, os Celtas, os Fenícios, os Gregos, os Cartagineses e os Romanos, estes por volta do ano 220 A.C.
Dentre esses testemunhos destacam-se as estações arqueológicas do Paleolítico Médio da Gruta Nova da Columbeira (junto ao Bombarral) e da Furninha, em Peniche, e do Calcolítico os importantes habitats do Zambujal e de Pragança. Da presença romana os vestígios mais representativos são a civitas de Eburobritium, junto da vila de Óbidos e o forno de cerâmica, em Peniche.
Esta Região ficou célebre na História de Portugal pelas batalhas nela travadas durante as invasões francesas.
No Vimeiro travou-se, em 1808, a batalha entre as tropas anglo-lusas (comandadas por Wellington) e as tropas francesas (comandadas por Junot) que pôs fim à primeira invasão francesa.
Em Torres Vedras, o complexo sistema defensivo das Linhas de Torres, que à época da Guerra Peninsular, visava a defesa de Lisboa durante as invasões napoleónicas, baseava-se na idéia de reforço dos obstáculos naturais da região, mantendo, simultaneamente, uma comunicação aberta com o mar, em caso de eventual necessidade de retirada das tropas pelas suas forças navais. Deste complexo faziam parte o Forte de São Julião da Barra, o Forte de Sobral, o Forte de Torres Vedras e as fortificações de Mafra, Montachique, Bucelas e Vialonga. Em 1810 permitiram a derrota das tropas francesas.
Construído num segredo absoluto (apenas conheciam os planos alguns oficiais do Estado-Maior inglês e os oficiais envolvidos na direção dos trabalhos) o complexo das Linhas de Torres é considerado pelos especialistas um dos mais eficientes sistemas de fortificação de campo da História.
Ainda incompleto, contando com apenas 108 estruturas, permitiu, em 1810, a derrota das tropas francesas. O complexo ficou concluído em 1812.

