Representativos do patrimónimo natural são a Serra de Montejunto, cuja extraordinária beleza lhe valeu a classificação de Área de Paisagem Protegida e Sítio da Rede Natura 2000, a Reserva Natural da Ilha da Berlenga, a única reserva marítima do nosso País e a Lagoa de Óbidos.
O património edificado é muito diversificado e nele estão representadas todas as épocas históricas.
Das primeiras temos as estações arqueológicas e castros proto-históricos (nas áreas de Peniche, Bombarral, Rio Maior, Torres Vedras e Cadaval), povoados romanos, como a civitas de Eburobritium, junto da vila de Óbidos e castelos árabes como os de Alenquer, Torres Vedras, e Óbidos.
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Da época medieval são representativos, para citar apenas alguns, o Convento de S. Francisco, em Alenquer, o Convento da Graça, em Torres Vedras, e o Convento de Santo António, no Varatojo, bem como um considerável número de Igrejas e outras edificações: a Igreja Matriz da Lourinhã, a Igreja de S. João da Ribeira, perto de Rio Maior, a Igreja de S. Leonardo, em Atouguia da Baleia, a Ermida de Nossa. Senhora das Neves, na Serra de Montejunto as ruínas da Igreja do Salvador do Mundo, em Sobral de Monte Agraço, a Torre dos Lafetat, no Bombarral e o belíssimo Centro Histórico de Óbidos.
O estilo Manuelino, a Renascença e o Barroco podem ser apreciados, por exemplo, na Igreja da Misericórdia da Lourinhã, na Igreja Matriz de Arruda dos Vinhos, e na Igreja de S. Quintino, no Sobral de Monte Agraço. Vários edifícios civis são também representativos destes estilos: na Berlenga, os Faróis do Cabo de Carvoeiro e Duque de Bragança; em Torres Vedras, o Chafariz dos Canos; o Palácio dos Gorjões no Bombarral, o Fontanário de Arruda dos Vinhos, o Aqueduto das Águas Livres de Óbidos, o antigo Lar dos Veteranos Militares de Runa e ainda o Fontanário das Cinco Bicas, o Paço Real e o Hospital Termal, nas Caldas da Rainha.
De referir ainda os valiosos exemplares da arquitectura militar, como o forte Paimogo, na Lourinhã, o Forte de S. João Baptista, na Ilha da Berlenga, a fortaleza de Peniche e o Forte de S. Vicente, este último parte do Complexo das Linhas de Torres.
Dignos de visita são também os valiosos vestígios do período Jurássico, descobertos na Lourinhã (fósseis e ovos de dinossáurios de duas espécies únicas no mundo: o Lourinhanosaurus antunesi e o Dinheirosaurus Lourinhanenses).
A Azulejaria dos séc. XVII e XVIII constitui também um valioso património que pode ser apreciado em Peniche, nas Igrejas da Misericórdia, de Nossa Senhora dos Remédios, de Nossa Senhora da Ajuda,e de Nossa Senhora da Conceição, em Torres Vedras, no Convento da Graça, na Igreja de Santa Maria e na Ermida da Srª da Piedade, em Óbidos, e ainda na Ermida de Nossa Senhora do Socorro, no Bombarral.
A Pintura está igualmente bem representada na Região Oeste por diversos pintores, com destaque para Josefa d’Óbidos, pintora seiscentista cujas obras podem ser apreciadas na Igreja de Santa Maria de Óbidos e na Misericórdia de Peniche bem como noutras Igrejas da Região. Na Igreja da Misericórdia da Lourinhã painel representando S. João em Pátmos, obra do chamado Mestre da Lourinhã.



